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17/02/2025

Vendas no varejo crescem 4,7% em 2024, informa IBGE

Em dezembro, na comparação com novembro, o setor registrou queda de 0,1%

Vendas no varejo crescem 4,7% em 2024, informa IBGE

As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira, 13/2, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com dezembro de 2023, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 2,0% em dezembro de 2024.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 4,7% no ano de 2024.

Após a queda em dezembro ante novembro, o varejo passou a operar 0,3% abaixo do patamar recorde de vendas alcançado em outubro de 2024.

Quanto ao varejo ampliado - que inclui as atividades de material de construção, veículos e atacado alimentício -, as vendas caíram 1,1% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com dezembro de 2023, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 1,4% em dezembro de 2024.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 4,1% no ano de 2024.

Com o resultado de dezembro, o varejo ampliado operava em patamar 2,6% aquém do recorde na série histórica, de outubro de 2024.

ATIVIDADES

Seis das oito atividades que integram o varejo registraram avanços em 2024 ante 2023. Houve crescimento em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (14,2%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,7%), Móveis e eletrodomésticos (4,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,1%) e Tecidos, vestuário e calçados (2,8%).

Na direção oposta, houve recuos em Combustíveis e lubrificantes (-1,5%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,7%).

No varejo ampliado, o volume vendido por Veículos, motos, partes e peças aumentou 11,7%, Material de Construção teve alta de 4,7% e Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo caiu 7,1%.

AVALIAÇÃO

O comércio varejista brasileiro teve um ano de 2024 "forte", marcado por sucessivas renovações de recorde de vendas, embora o contexto do primeiro semestre tenha sido mais favorável do que o do segundo, quando houve redução de ritmo. A avaliação é do gerente da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, Cristiano Santos.

Ele lembrou que a expansão nas vendas no ano passado levou a série com ajuste sazonal a novos níveis recordes sucessivos, até o ápice alcançado em outubro. Até então, o recorde anterior residia no ano de 2020, no processo de recuperação pós-choque da pandemia de covid-19.

"Essa também é uma característica do ano de 2024 que mostra o quão forte ele foi", disse Santos. "Porém, esse desempenho positivo é desigual entre as atividades", completou.

Santos diz que o grande destaque positivo foi o setor farmacêutico, único a sustentar também oito anos de crescimento ininterrupto. Em 2024, tanto o subsetor de produtos farmacêuticos quanto o de perfumaria e cosméticos registraram alta nas vendas.

Houve também saldo positivo relevante para a atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que inclui as lojas de departamento. Segundo Santos, o setor vinha de dois anos de impactos negativos de uma crise contábil em grandes redes, com lojas fechadas, e 2024 foi um ano de retomada para a atividade. "Teve muitas lojas fechadas no País todo, então teve essa retração (em 2022 e 2023), e nesse ano é ano de retomada para esse setor", resumiu.

REVISÕES

O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo em novembro ante outubro de 2024, de uma queda de 0,4% para uma redução de 0,2%.

No varejo ampliado, a taxa de novembro ante outubro foi revista de um recuo de 1,8% para queda de 1,4%.

 

IMAGEM: Paulo Pampolin/DC

 

FONTE: DIÁRIO DO COMÉRCIO

Palavras-chave: ACIAC-CORDEIRÓPOLIS, ACIRC, DIÁRIO-DO-COMÉRCIO, IBGE